O saque ou serviço marca o início de uma
disputa de pontos no voleibol. Um jogador posta-se atrás da linha de fundo de
sua quadra, estende o braço e acerta a bola, de forma a fazê-la atravessar o
espaço aéreo acima da rede delimitado pelas antenas e aterrissar na quadra
adversária. Seu principal objetivo consiste em dificultar a recepção de seu
oponente controlando a aceleração e a trajetória da
bola.
Existe a denominada área
de saque, que é constituída por duas pequenas linhas nas
laterais da quadra, o jogador não pode sacar de
fora desse
limite.
Um saque que a bola aterrissa diretamente sobre a
quadra do adversário sem ser tocada pelo adversário - é denominado em voleibol
"ace", assim como em outros esportes tais como o tênis.
No voleibol contemporâneo, foram desenvolvidos
muitos tipos diferentes de saques:
§
Saque por baixo ou por cima:
indica a forma como o saque é realizado, ou seja, se o jogador acerta a bola
por baixo, no nível da cintura, ou primeiro lança-a no ar para depois acertá-la
acima do nível do ombro. A recepção do saque por baixo é usualmente considerada
muito fácil, e por esta razão esta técnica não é mais utilizada em competições
de alto nível.
§
Jornada nas estrelas: um
tipo específico de saque por baixo, em que a bola é acertada de forma a atingir
grandes alturas (em torno 25 metros). O aumento no raio da parábola descrito
pela trajetória faz com que a bola desça quase em linha reta, e em velocidades
da ordem de 70 km/h. Popularizado na década de 1980 pela
equipe brasileira,
especialmente pelo ex-jogador Bernard Rajzman, ele hoje é considerado ultrapassado, e já não é
mais empregado em competições internacionais.
§
Saque com efeito:
denominado em inglês "spin serve", trata-se de um saque em que a bola
ganha velocidade ao longo da trajetória, ao invés de perdê-la, graças a um
efeito produzido dobrando-se o pulso no momento do contato.
§
Saque flutuante ou saque sem peso:
saque em que a bola é tocada apenas de leve no momento de contato, o que faz
com que ela perca velocidade repentinamente e sua trajetória se torne
imprevisível.
§
Viagem ao fundo do mar:
saque em que o jogador lança a bola, faz a aproximação em passadas como no
momento do ataque, e acerta-a com força em direção à quadra adversária.
Supõe-se que este saque já existisse desde a década de 1960, e tenha chegado ao Brasil pelas mãos do jogador
Feitosa. De todo modo, ele só se tornou popular a partir da segunda metade dos anos 1980.
§
Saque oriental: o
jogador posta-se na linha de fundo de perfil para a quadra, lança a bola no ar
e acerta-a com um movimento circular do braço oposto. O nome deste saque provém
do fato de que seu uso contemporâneo restringe-se a algumas equipes de voleibol
feminino da Ásia.
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