terça-feira, 19 de junho de 2012

A história do surgimento

O pentatlo moderno é uma prova inventada pelo Barão Pierre de Coubertin, fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna, baseada na filosofia por detrás do pentatlo disputado nos Jogos Olímpicos antigos. Na Grécia Antigamente, o pentatlo era constituído por provas que pretendiam demonstrar todas as aptidões físicas. Aquando da invenção da versão moderna, Coubertin inspirou-se nos soldados da cavalaria do século XIX, que deveriam saber montar um cavalo desconhecido, disparar, esgrimir, correr e nadar.
O pentatlo moderno estreou-se nos Jogos de 1912 em Estocolmo. Os lugares do pódio foram para três suecos, mas o quinto lugar foi para o futuro general George S. Patton. O evento para mulheres foi introduzido nos Jogos de Sydney 2000.
Apesar da longa tradição nos Jogos, o estatuto olímpico do pentatlo moderno tem sido posto em causa nos últimos anos, principalmente devido à fraca popularidade do desporto fora da Europa. No entanto, o Comité Olímpico Internacional decidiu que permanecerá no programa olímpico pelo menos até 2012.
FONTE:WIKIPEDIA

Regras do Halterofilismo Paraolímpico

A diferença básica do halterofilismo tradicional consiste em aspectos de técnica desportiva. Enquanto a modalidade olímpica desenvolve a força explosiva com movimentos de arranque e de tempo, no halterofilismo paraolímpico desenvolve a força máxima.
No halterofilismo para atletas com incapacidades adotam-se como movimentos de competição duas variantes do clássico "press de banca" muito conhecido no mundo dos pesos e do treinamento em geral. Estas variantes são o power lifting para os desportistas com paraplegia ou poliomielite.
As categorias se estruturam em ambas as modalidades, nas clássicas categorias de peso corporal de 48 kg, 52 kg, 56 kg, 60 kg, 67,5 kg, 75 kg, 82,5 kg, 90 kg, 100 kg e mais de 100 kg.
O levantador tem direito a três tentativas e a melhor das três, é computada para a classificação final. Ao levantador com possibilidades de conseguir um recorde mundial, é permitido uma quarta tentativa.

Classificação

O sistema de classificação para o halterofilismo paraolímpico, é aberto e segue um critério de classificação por deficiência mínima, que consiste em avaliar funcionalmente o grau de incapacidade do atleta através de critérios estritamente médicos.
Podemos então por não haver classificação agrupar os competidores da seguinte forma:
- Levantadores com seqüela poliomielite ou paraplégicos.
- Levantadores amputados e Lês Autres
- Levantadores portadores de paralisia cerebral.



Equipamentos:
Os equipamentos do levantamento de peso olímpico são uma barra de aço, os discos (ou anilhas, cujo peso varia conforme a coloração, de 0,5 kg a 25 kg) e dois colares (ou presilhas, braçadeiras), de 2,5 kg cada uma, que servem para fixar os discos na barra. Para a prova masculina, a barra específica deve medir 2,20 m de cumprimento, pesar 20 kg e possuir 28 mm de diâmetro; para a prova feminina, a barra deve possuir 2,01 m, 15 kg e 25 mm de diâmetro.



Olimpíadas:
O levantamento de pesos esteve presente no primeiro Jogos Olímpicos, em Atenas, com duas modalidades: levantamentos com uma mão e com duas mãos, e foi deixado de fora dos Jogos de 1900; retornou em 1904, com duas provas: levantamento com duas mãos e haltere geral



 História, Movimentos e Regras do Halterofilismo, Levantamento Olímpico





Quando se fala em halterofilismo ou levantamento olímpico, a ideia que surge á maioria das pessoas é que é um desporto só é praticado por homens ou mulheres grandes e com músculos enormes.
A verdade, é que esta modalidade não se foca assim tanto no desenvolvimento do tamanho dos músculos, mas estimula sim o sistema nervoso central a adaptar-se, progressivamente, e a desenvolver capacidade de aumentar as cargas que o corpo é capaz de suportar.
Mulheres e Homens Halterofilsitas Olímpicos com apenas 53 kg de peso corporal normalmente conseguem levantar maior quantidades de peso que um homem saudável e musculoso, que pese 90 kg e que treine fisiculturismo (hipertrofia e definição dos músculos) por exemplo.
Enquanto os fisiculturistas pretendem desenvolver a massa muscular e a definição, os halterofilistas procuram levantar a maior quantidade de peso em duas provas, que irei referir mais abaixo.

Para começar vou falar da História da Modalidade:

A origem do levantamento de pesos remonta á antiguidade. Os testes de força humana, de diferentes formas, são provavelmente mais antigos do que a própria civilização e aparecem em antigos registos egípcios, em textos chineses e em gravuras gregas.

As primeiras competições organizadas de levantamento de pesos começaram na Europa no final da década de 1800, e o primeiro campeonato mundial de halterofilismo foi realizado em 1891, em Londres, Inglaterra. Naquele tempo não havia nenhuma divisão de peso e atletas com por exemplo 70 kg podiam competir contra atletas de 100 kg de peso.

O levantamento de pesos esteve presente no programa dos primeiros Jogos Olímpicos modernos, em Atenas, Grécia, com duas modalidades actualmente extintas: levantamento com uma mão e com duas mãos. Foi deixado de fora dos Jogos de 1900. Reapareceu nos de 1904, com duas modalidades: levantamento com duas mãos e haltere geral. Nos Jogos seguintes foi abolido.

Em 1905 foi fundada a federação que passou a regular o desporto, a Federação Internacional de Halterofilismo (em inglês: International Weightlifting Federation, IWF); foram estabelecidas três classes de peso, que variaram ao longo do tempo.

Em 1913 as classes de peso foram reorganizadas e passaram de três para cinco. O levantamento de peso voltou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1920 e não foi mais retirado. Três provas eram realizadas nas competições: o arranco com uma mão e o arremesso com uma e duas mãos.

A partir dos Jogos Olímpicos de Verão de 1924 cinco provas passaram a fazer parte das competições: o arranco com uma mão e duas mãos, o arremesso com uma mão e duas mãos e o desenvolvimento (ou "desenvolvimento militar", ou ainda, "prensa militar") com as duas mãos.


Em 1928 foi instituído o triplo levantamento — o desenvolvimento, o arranco e o arremesso, com as duas mãos sem que os atletas podessem dobrar as pernas na parte final.

A partir de 1946, os campeonato mundiais passaram a ser realizados regular e anualmente, a excepção dos anos em que se realizam Jogos Olímpicos.

O desenvolvimento, entretanto, foi abolido depois dos Jogos Olímpicos de Verão de 1972, por causa de problemas de arbitragem e saúde que ocasionavam, e o arranco e o arremesso foram deixadas como os dois movimentos do desporto, e que são os que se utilizam actualmente,.

Em 1983, a Federação Internacional de Halterofilismo decide reconhecer as mulheres no halterofilismo, estabelecendo 8 categorias de peso. Em 1987 foi realizado em Daytona Beach, EUA, o primeiro campeonato mundial para as mulheres.

Em 1996, o Comite Olímpico Internacional decidiu aceitar a entrada das mulheres nos Jogos Olímpicos de Verão de 2000, com a condição de que o número de atletas (homens/mulheres) não superasse os 250. Em 1997, as categorias de peso são reestruradas e reduzidas.

No ano 2000, as mulheres foram incluídas nas Olimpíadas de Sydney, Austrália.

Ao longo das décadas algumas nações têm-se destacado nas competições. No começo do século XX, Áustria, Alemanha e França eram as nações mais bem sucedidas. Alguns anos depois, Egito e Estados Unidos da América predominaram. A partir da década de 1950 e nas três seguintes, a União Soviética foi a protagonista, juntamente com os países do Leste Europeu, tendo a Bulgária como sua principal concorrente. Já por volta da década de 1990, a Turquia e a Grécia começaram a se destacar, juntamente com a República Popular da China e outros países do Extremo Oriente.

Este desporto é mais popular em países da Europa e da Ásia (Turquia, Rússia, Irã, China e outros) e é actualmente praticado por todas as idades (inclusive antes dos 10 anos).

MOVIMENTOS E REGRAS ACTUAIS DO LEVANTAMENTO OLÍMPICO:

O halterofilismo, ou levantamento de peso olímpico (Olympic Weightlifting), é um desporto em que os competidores tentam levantar a maior quantidade possível de peso do chão até acima da cabeça em duas modalidades internas diferentes:
O arranco. É a primeira prova da competição de levantamento olímpico e consiste em levantar a barra do solo até acima da cabeça num movimento sem pausa, sem apoiá-la no corpo. A barra é colocada horizontalmente em frente das pernas do levantador. É agarrada, com as palmas das mãos para baixo e puxada com um único movimento da plataforma e erguida até a extensão completa de ambos os braços acima da cabeça, enquanto que o levantador se agacha ou dobra as pernas.
Deve, então, ergue-se, estabilizar-se, durante dois segundos, e esperar o sinal de 'abaixar' dos árbitros. Os árbitros dão o sinal de 'abaixar' a barra logo que o levantador fique imóvel em todas as partes do corpo. ARRANCO OU SNATCH.

O Arremesso ( ou Clean And Jerk): este movimento é executado em duas partes. Primeiro, a barra é colocada horizontalmente em frente das pernas do levantador. É agarrada, com as palmas das mãos para baixo e levantada até à altura dos ombros, por cima do peito, enquanto que o levantador se agacha ou dobra as pernas; a seguir, reergue-se e alinha-se.

Na segunda parte, usando a força conjunta de braços e pernas, a barra é levantada acima da cabeça, enquanto que faz um movimento em forma de tesoura com as pernas ou de ligeira flexão dos joelhos; a seguir deve realinhar as pernas, com braços estendidos, estabilizar-se, durante dois segundos, e esperar o sinal de 'abaixar' dos árbitros. Os árbitros dão o sinal de 'abaixar' a barra logo que o atleta fique imóvel com a barra acima da cabeça.

Em cada uma das provas, tanto no arranco como no arremesso, os atletas dispõem de três tentativas para levantar a maior carga possível



Regras gerais para os levantamentos:
O uso de graxa, óleo, água, pó de talco ou qualquer outro lubrificante similar nas coxas é proibido. Os halterofilistas não estão autorizados a ter qualquer substância desse género nas suas coxas ao chegar na área da competição.
Para qualquer prova, a utilização de carbonato de magnésio nas mãos, pernas, etc., é permitido



Classes de peso
Os atletas competem em classes de peso, de acordo com a sua massa corporal: sete categorias femininas e oito masculinas. Nas competições têm-se as seguintes classes de peso:

Feminino
Até 48,00 kg
De 48,01 kg a 53,00 kg
De 53,01 kg a 58,00 kg
De 58,01 kg a 63,00 kg
De 63,01 kg a 69,00 kg
De 69,01 kg a 75,00 kg
De 75,01 kg em diante

Masculino
Até 56,00 kg
De 56,01 kg a 62,00 kg
De 62,01 kg a 69,00 kg
De 69,01 kg a 77,00 kg
De 77,01 kg a 85,00 kg
De 85,01 kg a 94,00 kg
De 94,01 kg a 105,00 kg
De 105,01 kg em diante


Faixas etárias:
A Federação Internacional de Halterofilismo reconhece três grupos etários:

pré-juvenil (ou sub-junior, youth, até e incluindo 17 anos de idade, e com sua própria classe de peso);
juvenil (junior, até e incluindo 20 anos de idade);
adulto (senior, 21 anos ou mais).
A idade mínima para participação num campeonato mundial para senior, junior e universitário e outras competições abertas é quinze (15) anos para mulheres e homens.

A idade mínima para a participação nos Jogos Olímpicos, para os homens e mulheres é dezesseis (16).

A idade mínima para a participação nos eventos para pré-juvenis é treze (13).

Plataforma e equipamentos:
Plataforma
A competição é realizada numa plataforma (tablado) de quatro metros quadrados, que pode ser feita de madeira, plástico ou qualquer material sólido e pode ser coberta com um material não escorregadio.

Haltere
O haltere é constituído das seguintes partes:

a barra
os discos
os colares (objecto para prender os discos e impedir que escorreguem)
Para a prova masculina, a barra deve medir 2,20 m de comprimento, pesar 20 kg e possuir 28 mm de diâmetro, enquanto que a distância entre os discos internos é de 1,31 m; para a prova feminina, a barra deve possuir 2,01 m, 15 kg e 25 mm de diâmetro.
O Diâmetro da Parte de colocação de discos da barra Olimpíca deve ter 50 mm de diâmetro

Os discos são feitos de metal revestido a borracha e o peso varia conforme a coloração:

vermelho: 25,0 kg grande, 2,5 kg, pequeno;
azul: 20,0 e 2,0 kg;
amarelo: 15,0 e 1,5 kg;
verde: 10,0 e 1,0 kg;
branco: 5,0 e 0,5 kg.
Todos os discos têm de ter uma indicação clara do seu peso.

Os colares devem pesar 2,5 kg cada um para os homens e mulheres.




Equipamentos dos competidores:

Traje
Para dá maior segurança e facilidade nos levantamentos, os concorrentes devem usar vestuário adequado e limpo.

O uniforme do levantador deve ser ajustado e abranger todo o tronco e pode ser de uma ou duas peças. O calção deve cobrir as pernas até os joelhos e a camisa pode ter mangas, sem que cubra o cotovelo.

Em competições, os atletas participarão com roupas emitidas / aprovadas pelas respectivas federações.

Umas meias podem ser usadas, mas devem ficar abaixo dos joelhos.

Calçados
Os concorrentes devem usar sapatos de halterofilismo para proteger os pés e dar-lhes estabilidade e firmeza sobre a plataforma de competição, sem que eles deem vantagem desleal ou outro apoio adicional em relação aos concorrentes.

Equipamentos de proteção

Um cinto para evitar lesões na região lombar pode ser usado e a largura máxima não pode exceder 12 cm.

Munhequeiras, joelheiras e emplastros podem ser usados nos pulsos, nos joelhos e nas mãos. Os emplastros podem ser usados nos dedos ou nos polegares.

Nos pulsos, as munhequeiras não devem cobrir mais de 10 centímetros da pele. Nos joelhos, as joelheiras não devem cobrir mais de 30 centímetros da pele.

Estes equipamentos de proteção não são de uso obrigatório.



Curso da competição:

As mulheres competem primeiro, depois os homens; primeiro compete a categoria mais leve, por último, a mais pesada.

Na ordem da competição o concorrente que tiver escolhido o menor peso, vai primeiro. O peso do haltere deve ser sempre um múltiplo de 1 (um) kg e não pode diminuir em caso de tentativa falha. A progressão automática após qualquer tentativa bem sucedida para o mesmo atleta deve ser um mínimo de 1 (um) kg.

Em caso de empate, a vitória cabe ao atleta que pesar menos. Se o empate persistir, ganha aquele que tiver levantado primeiro.

Três árbitros posicionados nas laterais e em frente á plantaforma julgam se os levantamentos foram válidos ou não, acionando um sistema de luzes: branca para levantamento válido e vermelha para nulo.

As medalhas são dadas para os melhores resultados no arranco, arremesso e total, exceto nos Jogos Olímpicos, em que é dada somente medalha no total.

Doping:
A Federação Internacional de Halterofilismo é membro da Agência Mundial Anti-Doping e muitas substâncias e métodos são proibidos.

As regras de anti-doping, como regras de competição, são regras do desporto de competição, não é permitido o seu uso de modo algum:

Os atletas aceitam essas regras como uma condição de participação. As políticas e padrões mínimos determinados nas regras de anti-doping representam o consenso de um espectro largo das partes interessadas num desporto justo e devem ser respeitados por todos os atletas e órgãos adjacentes.

Caso se prove que um atleta usou substâncias ilícitas pode ser suspenso por um determinado tempo e até nunca mais poder entrar em algum Desporto de Competição, mediante a pena aplicável.

Organização estrutural:
O desporto é regulado pela Federação Internacional de Halterofilismo, que é responsável pelo acompanhamento de todas as competições internacionais.

Para regular as competições continentais afiliam-se à IWF cinco federações continentais, na África, América, Ásia, Europa e Oceania, que por sua vez, organizam mais de 180 associações nacionais

campeão

O britânico Launceston Elliot foi campeão no levantamento de peso com uma mão.



O dinamarquês Viggo Jensen, ouro no levantamento com duas mãos.
Ficheiro:ViggoJensen.png

imagens


Atleta de Halterofilismo

                                       Atleta de Halterofilismo

                              

Atletas de Halterofilismo

                                 Atletas de Halterofilismo

Trofeu de Halterofilismo


                     
                        Trofeu de Halterofilismo

levantamento de peso

    

levantamento de peso

   

Qual é o máximo de peso levantado pelos halterofilistas?


O recorde oficial é de 472,5 quilos, erguidos pelo iraniano Hossein Rezazadeh, esse simpático gordinho da foto ao lado. Mas esse número impressionante não é a quantidade total levantada de uma só vez pelo cara - nenhum ser humano consegue sustentar essa cacetada de peso. É que existem dois tipos de levantamento nas disputas de halterofilismo - arranque e arremesso - e o campeão é quem levanta mais quilos na soma desses dois tipos. É dessa soma que surgem os tais 472,5 quilos do recorde. Os desenhos abaixo dão uma idéia de como funciona a competição:
No arranque, o atleta tem que levantar a barra do chão de uma vez, até ficar com os braços e pernas completamente esticados por, pelo menos, dois segundos.
No arremesso, o levantamento é dividido em duas fases: primeiro, a barra é apoiada no peito e, depois, ela é erguida acima da cabeça.
Deu para sacar? Então, vamos voltar ao caso do nosso recordista. Na Olimpíada de Atenas, ele primeiro levantou 210 quilos no arranque. Depois, quebrou seu próprio recorde mundial no arremesso, com 262,5 quilos, e chegou ao total de 472,5 quilos. Não é à toa que, em sua terra natal, o iraniano Rezazadeh também é conhecido como Hércules...


Halterofilismo: Recordes do Mundo

Conheça os nomes das recordistas mundiais em todas as categorias olímpicas, dos -56 kg aos + 105 kg.

- 56 kg
Arranco: 138 kg - Halil Mutlu (Turquia)
Arremesso: 168 kg - Halil Mutlu (Turquia)
Total: 305 kg - Halil Mutlu (Turquia)
- 62 kg
Arranco: 182 kg - Le Maosheng (China)
Arremesso: 326 kg - Zhang Jie (China)
Total: 326 kg - Zhang Jie (China)
- 69 kg
Arranco: 165 kg - Georgi Markov (Bulgária)
Arremesso: 197 kg - Zhang Guozheng (China)
Total: 357 kg - Galabin Boevski (Bulgária)
- 77 kg
Arranco: 174 kg - Lu Xiaojun (China)
Arremesso: 210 kg - Oleg Perepetchenov (Rússia)
Total: 378 kg - Lu Xiaojun (China)
- 85 kg
Arranco: 187 kg - Andrei Rybakou (Bielorrússia)
Arremesso: 218 kg - Zhang Yong (China)
Total: 394 kg - Andrei Rybakou (Bielorrússia)
- 94 kg
Arranco: 188 kg - Akakios Kakiasvilis (Grécia)
Arremesso: 232 kg - Szymon Kolecki (Polónia)
Total: 412 kg - Akakios Kakiasvilis (Grécia)
- 105 kg
Arranco: 200 kg - Andrei Aramnau (Bielorrússia)
Arremesso: 237 kg - Alan Tsagaev (Bulgária)
Total: 436 kg - Andrei Aramnau (Bielorrússia)
+ 105 kg
Arranco: 213 kg - Hossein Rezazadeh (Irão)
Arremesso: 263 kg - Hossein Rezazadeh (Irão)
Total: 472 kg - Hossein Rezazadeh (Irão)

HALTEROFILISMO

O halterofilismo é certamente o esporte que mais exige força física de seus praticantes. Disputado desde os Jogos Paralímpicos de 1964 (Tóquio), ele é destinado a esportistas com paralisia cerebral, lesados medulares e amputados (apenas da cintura para baixo). Eles são divididos em dez categorias, de acordo com o seu peso corporal. Deitados, os atletas devem trazer a barra com pesos ao peito, mantê-la estável e erguê-la fazendo a extensão completa dos braços, para então retornarem-na à posição original. Vence quem levantar o maior peso. O halterofilismo é atualmente praticado em mais de 100 países, e as mulheres competiram pela primeira vez em 2000, nos Jogos de Sydney.


 
 

Quando surgiu o halterofilismo?

 

O halterofilismo começou a ser considerado modalidade olímpica no ano de 1896 Foto: Getty Images


O halterofilismo surgiu há mais de 5 mil em diversas culturas. Há indícios de populações na China, Egito e Grécia cujos homens tinham o costume de levantar pesos de pedras, sacos de areia para ganhar músculos e força física.
Nestas populações, os exércitos aderiram à prática deste exercício para que os soldados ficassem mais fortes e tivessem mais resistência física. E foi na Grécia que ele passou a ser considerado um esporte.
O objetivo do halterofilismo é levantar o maior peso possível do chão até a cabeça. Em competições, cada atleta tem três oportunidades de erguer uma barra. Quando há empate, o primeiro critério de desempate é dar a vitória ao atleta que for mais leve, o segundo critério é vencer quem levantou o maior peso em menor número de tentativas.
Durante o século XIX, o halterofilismo chegou na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, os halterofilistas começaram a apresentar seus músculos e forças em circos.
O halterofilismo começou a ser considerado modalidade olímpica no ano de 1896.


Competição

As competições são organizadas para homens e mulheres.
As competições são constituídas de três disciplinas, com dois movimentos-padrão: o arranco (ou arranque) e o arremesso, com as duas mãos; o somatório dos maiores pesos levantados, em cada uma das duas provas, determina o total combinado ou total olímpico e quem levantar mais peso, ganha. O total é mais importante do que as disciplinas individuais; o arranco é mais difícil do que o arremesso e neste é possível levantar mais peso do que no arranco.
Arranco
O arranco é a primeira prova da competição e consiste em levantar a barra do solo até acima da cabeça num movimento sem pausa, sem apoiá-la no corpo.
A barra é colocada horizontalmente em frente das pernas do levantador. É agarrada, com as palmas das mãos para baixo e puxada em um movimento único da plataforma e erguida até a extensão completa de ambos os braços acima da cabeça, enquanto que o levantador se agacha ou dobra as pernas.
Deve, então, ergue-se, estabilizar-se, durante dois segundos, e esperar o sinal de "abaixar" dos árbitros. Os árbitros dão o sinal de "abaixar" a barra logo que o levantador fique imóvel em todas as partes do corpo.

]Arremesso

O arremesso é executado em duas partes. Primeiro, a barra é colocada horizontalmente em frente das pernas do levantador. É agarrada, com as palmas das mãos para baixo e levantada até à altura dos ombros, por cima do peito, enquanto que o levantador se agacha ou dobra as pernas; a seguir, reergue-se e alinha-se.
Na segunda parte, usando a força conjunta de braços e pernas, a barra é levantada acima da cabeça, enquanto que faz um movimento em forma de tesoura com as pernas; a seguir deve realinhar as pernas, com braços estendidos, estabilizar-se, durante dois segundos, e esperar o sinal de "abaixar" dos árbitros. Os árbitros dão o sinal de "abaixar" a barra logo que o levantador fique imóvel em todas as partes do corpo.
Em cada uma das provas os atletas dispõem de três tentativas para levantar a maior carga possível. Para qualquer prova, a utilização de carbonato de magnésio nas mãos, pernas etc., é permitido.





Halterofilismo

O halterofilismo ou a halterofilia, levantamento de peso, ou ainda, levantamento de peso olímpico (LPO), é um desporto cujo objetivo é levantar a maior quantidade de peso possível, do chão até sobre a cabeça, em uma barra em que são fixados pesos.
Compete-se em duas modalidades: o arranco e o arremesso. A prensa militar ou desenvolvimento era outro movimento-padrão, mas foi interrompido devido às dificuldades de julgamento.
Seu objetivo é desenvolver a potência (força rápida, explosiva) e também exige técnica, flexibilidade, coordenação e equilíbrio.[1]
As primeiras competições organizadas de levantamento de peso começaram no final do século XIX; a Federação Internacional de Halterofilismo foi fundada em 1905 e instituiu as primeiras classes de peso.


História

A origem do levantamento de peso se perde no tempo. Os testes de força humana, de diferentes formas, são provavelmente mais antigos do que a própria civilização e aparecem em antigos registos egípcios, em textos chineses e em gravuras gregas.
As primeiras competições organizadas de levantamento de peso começaram na Europa no final do século XIX, e o primeiro Campeonato Mundial de Halterofilismo foi realizado em 1891, em Londres, Inglaterra. Naquele tempo não havia nenhuma divisão de peso.
O levantamento de peso esteve presente no programa dos primeiros Jogos Olímpicos modernos, em Atenas, Grécia, como parte dos jogos desportivos, com duas modalidades: levantamento com uma mão e com duas mãos. Foi deixado de fora dos Jogos de 1900. Reapareceu nos de 1904, com duas modalidades: levantamento com duas mãos e haltere geral. Nos Jogos seguintes foi abolido.
Em 1905 foi fundada a federação que passou a regular o esporte, a Federação Internacional de Halterofilismo (FIH; em inglês: International Weightlifting Federation — IWF); foram estabelecidas três classes de peso, que variaram ao longo do tempo.
Em 1913 as classes se peso foram reorganizadas e passaram de três para cinco. O levantamento de peso voltou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1920 e não foi mais retirado. Três provas comporam a competições: o arranco com uma mão e o arremesso com uma e duas mãos.
A partir dos Jogos Olímpicos de Verão de 1924 cinco provas passaram a compor as competições: o arranco com uma mão e duas mãos, o arremesso com uma mão e duas mãos e o desenvolvimento (ou desenvolvimento militar, ou ainda, prensa militar) com as duas mãos.
Em 1928 foi instituído o triplo levantamento — o desenvolvimento, o arranco e o arremesso, com as duas mãos.
A partir de 1946, os campeonato mundiais passaram a ser realizados regular e anualmente, a excepção dos anos em que se realizam Jogos Olímpicos. A partir do campeonato mundial de 1969, em Varsóvia, passa a ser dada em competições medalhas para o desenvolvimento, o arranco e o arremesso, exceto em Jogos Olímpicos.
O desenvolvimento, entretanto, foi abolido depois dos Jogos Olímpicos de Verão de 1972, por causa de problemas de arbitragem e de saúde que ocasionava, e o arranco e o arremesso foram deixadas como os dois movimentos-padrão do desporto.
Em 1975, em Marseille, realiza-se a primeira edição do Campeonato Mundial Júnior de Halterofilismo.
Em 1983, a Federação Internacional de Halterofilismo decide reconhecer as mulheres no halterofilismo, estabelecendo oito categorias de peso. Em 1987 foi realizado em Daytona Beach, Estados Unidos, o primeiro campeonato mundial para as mulheres.
Em 1995, em Varsóvia, é realizada a primeira edição do campeonato mundial júnior para mulheres.
Em 1996, o Comité Olímpico Internacional decidiu aceitar a entrada das mulheres nos Jogos Olímpicos de Verão de 2000, com a condição de que o número de atletas (homens/mulheres) não superasse os 250. Em 1997, as categorias de peso são reestruturadas e reduzidas. E as mulheres foram incluídas na edição de Sydney 2000.
O primeiro Campeonato Mundial Juvenil de Halterofilismo/Sub-Júnior, foi realizado em 2009, em Chiang Mai, para homens e mulheres.
Em 2010, o halterofilismo é incluído na primeira edição dos Jogos Olímpicos de Verão da Juventude, em Singapura.
Ao longo das décadas algumas nações têm-se destacado nas competições. No começo do século XX, Áustria, Alemanha e França eram as nações mais bem sucedidas. Alguns anos depois, Egito e Estados Unidos predominaram. A partir da década de 1950 e nas três seguintes, a União Soviética foi a protagonista, juntamente com os países do Leste Europeu, tendo a Bulgária como sua principal concorrente. Já por volta da década de 1990, a Turquia e a Grécia começaram a se destacar, juntamente com a República Popular da China e outros países do Extremo Oriente.
Esse esporte é mais popular em países da Europa e da Ásia (Turquia, Rússia, Irã, República Popular da China e outros) e é actualmente praticado por todas as idades (inclusive antes dos 10 anos).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A competição de tiro remete ao advento da pólvora, criação chinesa durante a Idade Média. Foram os árabes que a levaram ao solo europeu.
Os primeiros torneios de tiro ao alvo com armas de fogo surgiram apenas no século XIX, com competições na Suécia, logo se alastrando para o restante da Europa.
Uma das entidades mais importantes no desenvolvimento do esporte foi a National Rifle Association, dos Estados Unidos, fundada em 1871. Posteriormente foi criada a Federação Internacional de Tiro Esportivo (ISSF), que hoje possui 154 países filiados.
O Tiro está presente como esporte oficial em Olimpíadas desde a primeira edição da Era Moderna, em 1896, em Atenas, ficando fora apenas das edições de 1904, em St. Louis, nos Estados Unidos, e em 1928, em Amsterdã, na Holanda.
A Europa é o principal continente no mundo do Tiro Esportivo, com países fortíssimos em todas as quatro modalidades, como Suíça, França, Dinamarca, Noruega e Holanda. Fora do continente, os Estados Unidos são os principais adversários.

boxe


O fenômeno Maguila e o ressurgimento do boxe 

No início dos anos oitenta, pela primeira vez no Brasil, uma rede de TV ( a TV Bandeirantes ), por iniciativa de seu diretor de esportes ( Luciano do Valle, o qual também atuava como promotor de eventos esportivos, através de sua empresa, a Luque Propaganda, Promoções e Produções ), resolveu investir pesado no boxe, transformando-o em espetáculo de massa. Os primeiros boxeadores feitos pela TV brasileira, Francisco Thomás da Cruz ( peso super-pena ) e Rui Barbosa Bonfim ( meio-peaso ), tiveram relativo sucesso, mas foi só com Adislon "Maguila" Rodrigues que as transmissões de lutas de boxe pela TV alcançaram absoluta liderança de audiência. Maguila, com 1,86 metros e cerca de 100 Kg, foi um dos poucos pesos pesados brasileiros. Tinha grandes elementos para ser um ídolo: enorme carisma aliado à grande valentia, mobilidade e uma direita demolidora que lhe propiciou nada menos do que 78 nocautes em sua carreira de 87 lutas, a maioria das quais com lutadores europeus, sul-americanos e norte-americanos. Maguila estreiou como profissional em 1983, tendo Ralph Zumbano como técnico e Kaled Curi como empresário. Em 1986, já no auge da fama, assinou contrato com a Luque e passou a treinar com Miguel de Oliveira que alterou profundamente seu estilo de luta e corrigiu seus defeitos de defesa. Como consequência, em 1989, chegou a ser o segundo colocado no ranking do CMB e em rota de colisão com Mike Tyson, na época, o undisputed champion do mundo. O grande momento, contudo, nunca ocorreu. Precisou enfrentar dois dos maiores pesados do século XX: Evander Holyfield e George Foreman. Perdeu essas duas lutas e isso lhe tirou não só a chance de disputar o título como o encaminhou para a obscuridade. Para piorar, Maguila aumentou muito de peso, perdendo a forma física. Apesar disso, em 1995, chegou a campeão mundial pela WBF ( Federação Mundial de Boxe ), uma associação que ainda não havia conseguido grande respeitabilidade. Com falta de patrocínio, pouco tempo depois, Maguila foi destituído do título por inatividade. 
Com o ocaso de Maguila, também veio o do boxe brasileiro que rapidamente perdeu o enorme espaço que havia tido na televisão. 

No final dos anos noventa, surgiu uma nova promessa: Acelino de Freitas, o Popó. Patrocinado pela Rede Globo de televisão, Popó chegou ao título de campeão mundial pelo WBO . Ainda é cedo para avaliarmos a posição que lhe reservará a História. 

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Epoca da penúria: 70's 

O sucesso do peso galo Éder Jofre motivou o surgimento de muitos boxeadores brasileiros. Entre esses, os mais destacdos foram:
Servílio de Oliveira 
peso mosca de estilo brilhante, golpes e esquivas de precisão milimétrica; por muitos, é considerado o melhor boxeador já surgido no Brasil; estreiou em 1968 nos amadores e já no mesmo ano conseguiu o maior feito do boxe amador brasileiro até então: medalha de bronze nas Olimpíadas; em 1969 estreiou nos profissionais onde atuou até 1971, fazendo várias lutas internacionais, a maioria com boxeadores sul-americanos; em 1971, em luta com um mexicano, sofreu um deslocamento de retina que o deixou praticamente cego do olho direito e o fêz abandonar sua muitísssimo promissora carreira; em 1976, tentou voltar, chegando a fazer algums lutas internacionais, mas na primeira disputa de título, sofreu impedimento médico e abandonou de vez o esporte.
Miguel de Oliveira
iniciou no profissionalismo na mesma época que Servílio e se destacou por ser um peso médio-ligeiro de soco potente, especialmente quando desferia o hook no fígado, e de ser dotado de grande inteligência; em 1973 já tinha 29 lutas e teve sua oportunidade na disputa pelo título mundial pelo CMB; em 1975 teve nova chance, agora com sucesso, arrebantando o cinturão mundial pelo CMB do espanhol José Duran; infelizmente, mal orientado, perdeu o título já na primeira defesa.
O terceiro boxeador importante dessa época foi, novamente, Éder Jofre, que, premido por dificuldades financeiras, voltou a boxear em 1970, agora nos pesos pena. Éder continuou a brilhar e em 1973 conquistou o título mundial do CMB, infelizmente não tão importante quanto o que tinha ganho como galo. Também não teve sorte com seu empresário que acabou deixando-o em inatividade por tempo excessivo o que fêz com que o CMB o destituísse do título. Apesar de não ser mais campeão, ele continou a lutar, sempre invicto até 1976, quando encerrou definitivamente sua carreira, aos 40 anos de idade. Ao longo de sua vida de profissional, realizou 78 lutas, sendo que ganhou 50 por nocaute e teve apenas duas derrotas, ambas por pontos e para o histórico Masahiko "Fighting" Harada. 

Assim que, quase simultaneamente, tivemos a aposentadoria de três dos maiores lutadores brasileiros de todos os tempos: Jofre, Servílio e Miguel de Oliveira. Isso e a transmissão dos jogos de futebol pela TV funcionaram como uma ducha fria no boxe brasileiro, que mergulhou num período bastante negro, de ginásios vazios e poucas perspectivas. 


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A década de Eder Jofre: os anos 60's 




O maior boxeador brasileiro de todos os tempos nasceu em uma família de pugilistas: tanto por parte do pai ( família Jofre, oriunda da Argentina ) como por parte da mãe ( família dos Zumbanos ). Assim que Éder Jofre, praticamente, nasceu dentro do ringue e desde cedo aprendeu as "manhas" da nobre arte. Desde muito cedo exibia características que acabaram lhe colocando num lugar de destaque na história do boxe mundial: tinha como principal arma um fortísssimo gancho de esquerda ( vide foto ao lado ), e uma igualmente arrasadora direita; não menos importante era sua grande inteligência que lhe permitia modificar o estilo de luta segundo o adversário. Estreiou como amador aos 17 anos de idade, em 1953. Em seus quatro anos de competição entre os amadores não conseguiu nenhum título de importância internacional. Seu sucesso só viria explodir como profissional, carreira que iniciou aos 21 anos, em 1956. Já em 1958 tornou-se campeão brasileiro dos pesos galo. Contudo, o sucesso internacional não foi tão rápido. Para isso foi fundamental o trabalho de seu empresário, Jacó Nahun. Esse, usou sua experiência para construir uma "escadinha" que permitisse Éder fazer um renome internacional e assim poder esperar por uma chance de disputar o título mundial. Essa chance começou a ficar mais próxima em 1960, quando Jacó Nahun conseguiu a inclusão de Éder entre os dez primeiros do ranking de galos da NBA ( a associação que mais tarde deu origem a atual WBA=Associação Mundial de Boxe ). Atingindo esse ponto, Éder trocou de empresário ( Nahun, magoado com a "traição", abandonou o boxe ) e foi lutar nos USA, onde fêz três lutas que melhoraram sua posição no ranking. Ainda nesse mesmo ano de 1960, finalmente, materializou-se a oportunidade de disputa pelo título mundial quando o então campeão mundial dos galos, Joe Becerra, renunciou ao seu título depois de ter causado a morte de seu último adversário. Com isso, no final de 1960, acabou sendo marcada uma luta pelo título vago entre Éder e o mexicano Eloy Sanchez. Éder Jofre precisou de apenas seis rounds para se adonar do cinturão. Contudo, Éder ainda não havia chegado ao topo, pois a União Européia de Boxe não reconhecia os campeões da americana NBA. Foi só em 1962 que surgiu a oportunidade de uma luta pela unificação dos pesos galo, entre Jofre campeão pela NBA e Johnny Caldwell campeão pela UEB. Essa luta foi travada no ginásio do Ibirapuera, com um público record de 23 000 pessoas. Éder massacrou o irlandês Caldwell e se tornou o undisputed champion dos pesos galo. Jofre defendeu com sucesso seu cinturão por sete vezes, até 1965, não fugindo de nenhum adversário, por mais perigoso que esse fosse. Contudo, seu maior inimigo crescia a olhos vistos: era seu excesso de peso, que lhe fêz realizar várias lutas muito desidratado e até mal alimentado. Apesar disso, pressionado de vários lados, Éder preferiu não subir para a categoria dos pesos pena. A decisão foi errada: em 1965 foi vencido pelo maior boxeador japonês de todos os tempos, Masahiko "Fighting" Harada. No ano seguinte, o japonês concedeu revanche e venceu novamente. Com isso, Jofre declarou sua aposentadoria. Tinha 10 anos de profissionalismo e estava com 30 anos, o que é considerada uma idade avançada para um boxeador da categoria dos galos.Como peso galo, Éder Jofre recebeu as maiores distinções: em eleição promovida pela mais conceituada publicação de boxe do mundo, The Ring Magazine, os leitores dessa revista elegeram Éder Jofre como um dos dez melhores boxeadores do século XX; foi o primeiro boxeador não americano indicado para o Hall of Fame do boxe; etc. 

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O início do boxe moderno: anos 50's Esta foi uma nova época de ouro para o boxe brasileiro: grandes espetáculos, nacionais e internacionais, e uma imensa galeria de astros. Um dos elementos decisivos para isso foi a ação do primeiro mega-empresário do boxe brasileiro, Jacó Nahun. Além de ter lançado alguns dos grandes nomes do boxe brasileiro - como Kaled Curi, Ralf Zumbano e Éder Jofre -, Jacó Nahun conseguiu um intercâmbio com os dirigentes do Luna Park, o maior ginásio de boxe da América do Sul, com o que centenas de boxeadores argentinos vieram lutar no Pacaembu e, posteriormente, no Ginásio do Ibirapuera. Isso foi uma excelente escola que contribuiu decisivamente para o amadurecimento do boxe brasileiro. Na época, tivemos tantos bons boxeadores que fica até difícil destarcamos alguns deles sem correr risco de fazer injustiça. Por razões de espaço, apontaremos apenas quatro deles os quais se não forem unanimidade certamente estarão em qualquer lista de "os mais importantes da época":
Kaled Curi, o "Beduíno"
peso galo dotado de fortíssima esquerda; frequentemente lutava com adversários de várias categorias acima, sendo que travou muitas lutas verdadeiramente antológicas; como amador, chegou a campeão latino-americano e como profissional foi campeão brasileiro; podia ter ido além se não se envolvesse tanto com questões administrativas das federações e com a promoção de lutas; após parar de lutar, dedicou-se a empresariar boxeadores e promover eventos de boxe profissional.
Ralph Zumbano, o "Bailarino"
peso leve de pouca "pegada" mas estilo, esquiva, técnica e jogo de pernas elogiadas até internacionalmente; teve carreira curta como lutador, passando a treinador de sucesso.
Luis Inácio, o "Luisão"
talvez, o maior meio-pesado brasileiro de todos os tempos; extremamente popular por seu carisma, suas entrevistas folclóricas, sua velocidade e poder de punch; foi o primeiro brasileiro a conquistar medalha de ouro nos Jogos Panamericanos ( México 1955 ); como profissional, chegou a campeão sul-americano dos meio-pesados, tendo feito inúmeras lutas internacionais, inclusive com o legendário Archie Moore; sua popularidade acabou sendo sua tragédia: ao subestimar o famoso campeão chileno Humberto Loayza, numa troca de golpes, acabou sofrendo um violento nocaute; como era bilheteria certa, os empresários nem lhe deixaram descansar, continuaram a lhe promover lutas, as quais só agravaram a lesão que havia sofrido; o resultado foi o esperado: Luisão acabou "sonado" ( ficou extremamente sensível a qualquer golpe na cabeça e a exibir sintomas da chamada "demência pugilística" ) passando a ser derrotado por qualquer um, inclusive em brigas de rua com marginais; acabou morrendo como indigente e se tornando mais uma triste lição para o boxe profissional brasileiro.
Paulo de Jesus Cavalheiro
Peso meio-médio, atuando profissionalmente entre 55 e 58. Extremamente carismático, só perderia em popularidade para o Zumbanão. Já era tratado como ídolo nos seus tempos de amador. Tinha grave problema cardíaco que prejudicava muito sua atuação.

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Época do Ginásio do Pacaembu   
Esse ginásio foi criado em 1940 e nele, pela primeira vez, podia-se ver lutas de brasileiros com nível verdadeiramente internacional. Os mais destacados deles foram: Atílio Lofredo e Antônio Zumbano ( o "Zumbanão" ). Zumbanão foi o primeiro grande astro do boxe brasileiro, imperando absoluto por um longo período: de 1936 a 1950, durante o qual realizou cerca de 140 lutas, mais da metade das quais ganhou por nocaute. Era um peso médio de grande poder de punch e não menor capacidade de esquiva. Verdadeiro ídolo, arrastava multidões ao Pacaembu.